|
Entre setembro e dezembro de 1977, a FAB (Força
Aérea Brasileira) realizou a chamada Operação Prato,
sob o comando do capitão Uyrangê Bolívar Soares Nogueira
de Hollanda Lima . Essa operação consistiu em investigar
um fenômeno estranho que estava acontecendo no litoral do Pará.
O prefeito do município de Vigia teria mandado um ofício
para o comandante do Comar solicitando providências em sua cidade
devido ao fato que, freqüentemente, vários ÓVNIs estariam
causando grandes incômodos para a população. Os pescadores,
inclusive, estavam sendo seriamente atingidos por este estranho fenômeno
que começava a causar um comprometimento em suas atividades, pois
estes ÓVNIs constantemente sobrevoavam suas embarcações,
sendo que alguns mergulhavam ao lado delas. O prefeito avisava que a situação
estaria começando a sair do controle, pois a população
já não dormia mais a noite e estava apavorada. A partir
daí se iniciou a Operação Prato.
A
equipe enviada para investigar o que estaria acontecendo era formada pelo
capitão Uyrangê e mais cinco sargentos. Eles teriam o objetivo
de registrarem os eventos através de filmagens, fotografias e depoimentos
da população local para que fosse apurado o que de fato
estaria acontecendo. Na época, a população teria
apelidado os ÓVNIs de Chupa-chupa devido ao estranho comportamento
que este fenômeno teria. As pessoas eram seguidas por estes estranhos
objetos que apareciam do nada e disparavam sobre elas uma espécie
de feixe de luz. Todas as pessoas atingidas julgavam que este feixe de
luz havia sugado um pouco de seu sangue fato que teria sido posteriormente
confirmado pela investigação da equipe da Operação
Prato. A maioria das vítimas era as mulheres que ficavam com estranhas
marcas em seus seios esquerdos, como se fossem dois furos de agulha em
torno de uma mancha marron. Era bem semelhante à queimadura de
iodo. Nos homens as marcas ficavam ou nos braços ou nas pernas.
Essas marcas tinham sido analisadas por médicos que, às
vezes, acompanhavam a equipe. Além de tudo isso, haviam alguns
relatos que descreviam desmaterializações. Algumas pessoas
diziam que estavam dormindo em seus quartos e, de repente, o telhado ficava
transparente permitindo que elas vissem o céu e o OVNI. Logo em
seguida acontecia o disparo do feixe de luz que sugava uma pequena quantidade
do sangue, tal como as outras descrições inclusive
a aparição da marca.
Segundo
os depoimentos do capitão Uyrangê, a princípio ele
foi bem cético com relação à atribuição
deste fenômeno como alienígena, apesar das marcas serem uma
prova física de que algo muito estranho estaria acontecendo (o
que não quer dizer em si que seria um fenômeno alienígena).
Uma das principais razões que reforçavam essa postura cética
seria o fato que, durante os dois meses iniciais, a equipe não
teria conseguido registrar absolutamente nada além de depoimentos
e as marcas deixadas. Essa postura cética do capitão não
era compartilhada pelo resto da equipe. Na verdade, o capitão Uyrangê
recebeu o comando da Operação Prato depois que ela já
havia começado. Os homens já estavam lá a algum tempo
antes de sua chegada. Certamente eles já haviam visto mais coisas
que o capitão. A equipe via algumas luzes distantes que piscavam
e pareciam realizar evoluções aéreas em baixa altitude
- o que não era suficiente para definir como discos voadores. Era
nesse momento que a equipe chegava a gozar do descrédito
do capitão Uyrangê com frases como: A hora que um deles
ficar bem em cima do senhor e acender suas luzes sobre a sua cabeça,
eu quero ver se o senhor continuará duvidando. E foi justamente
num desses momentos que o capitão tem a sua primeira prova cabal
que esses fenômenos eram de fato alienígena. Uma luz teria
aparecido, vindo do norte, e se dirigia justamente na direção
da equipe (vale ressaltar que esses avistamentos se davam principalmente
à noite durante a vigília da equipe) quando, de repente,
ela teria parado bruscamente e se mantido estática por alguns momentos.
Logo após, ela fez um círculo em torno do local onde eles
estariam para, em seguida, ir embora. A luz em questão era bem
parecida com aquela que é emitida pela solda elétrica, inclusive
na intensidade, pois não fora possível definir o objeto
que a emitia.
Um detalhe bastante curioso da Operação Prato era que, após
esse incidente, a equipe teve todas as oportunidades de fotografar e filmar
os ÓVNIs, pois eles passaram a perseguir a equipe. Era como se
os alienígenas tivessem a absoluta certeza de qual era o papel
da equipe, pois eles sempre iam em sua direção. Às
vezes, a equipe se deslocava de um lugar para o outro e lá iam
os ÓVNIs acompanha-los, como se tivessem conhecimento de sua movimentação.
Teve uma ocasião que este fenômeno ficaria bem evidente.
Numa noite em que eles estavam na Baía do Sol e na praia havia
uma enorme quantidade de gente. No entanto, uma sonda apareceu e foi justamente
na direção da equipe. Ou seja, ao invés de ir a onde
havia muitas pessoas, ela teria se deslocado justamente na direção
da equipe que era um lugar escuro e vazio. Era como se eles
soubessem de antemão qual era a localização da equipe
e que o papel da mesma era de documentar para as autoridades. Será
que os alienígenas queriam que o governo tivesse conhecimento da
sua existência? Então, porque é comum em várias
filmagens parecer que, quando eles percebiam que estavam sendo avistados,
imediatamente realizavam manobras evasivas (pelo menos algumas delas dão
essa impressão como se não quisessem publicidade)?
Justamente no momento em que os avistamentos começaram a ficar
freqüentes, algumas pessoas do SNI (Serviço Nacional de Informações)
vieram integrar a equipe da Operação Prato. Na verdade não
seria em regime oficial, como uma missão. Eles eram amigos do capitão
Uyrangê e teriam recebido a autorização para acompanhar
a Operação Prato. Não como uma missão do Serviço
de Informação e sim uma chance de sanarem suas curiosidades
em relação a suposta presença alienígena (sei...sei...será
que o coronel Filemon chefe do SNI em Belém na época
não se interessou em saber o que os agentes teriam vistos
com perguntas que não eram do interesse do SNI e sim como uma busca
de sanar sua própria curiosidade).
|