Casos Nacionais
:: Operação Prato - Página 4
 

Em dezembro de 1977, após três ou quatro meses que a Operação Prato havia começado, a equipe recebeu um comunicado para encerrar as atividades. Isso deve ter acontecido em função da especulação que a população estaria fazendo. Não era interessante para a FAB admitir que um estranho fenômeno estaria acontecendo na Amazônia, ou seja: dentro de nosso território, e as Forças Armadas não tinham a menor condição de evitar que essa intrusão acontecesse. Aliás, sequer saberiam responder as três perguntas básicas: Quem ou o que são eles? De onde vêm? O que eles querem? Se o público tomasse conhecimento desse fenômeno, logo também perceberia a completa falta de condições e despreparo de nossas Forças Armadas para lidar com essa situação. Isso é algo inaceitável para as nossas autoridades. Se houvessem intenções hostis, não haveria nada que pudesse ser feito a respeito. Provavelmente esse seria o ponto inicial para a política de acobertamento que existe em relação a isso. Apenas o “ponto inicial”, pois parece óbvio que os alienígenas estariam dispostos a um contato mais direto com nossas autoridades (os ÓVNIs se deixaram ser amplamente fotografados e filmados). E isso foi no final da década de 70. Provavelmente esse contato ocorreu, pelo menos com os norte-americanos. No entanto, é mantido até hoje uma política ferrenha de acobertamento. Pelo jeito, fica difícil aceitar a intromissão de elementos externos que acabariam causando grande modificação em nossa sociedade. Essas modificações tirariam da ciência, da religião e do governo a posição de controle. E as pessoas que estão nessas posições não teriam o menor interesse de perder o poder. Mesmo sabendo que isso não ocorreria necessariamente e, antes de qualquer outra coisa, teríamos acesso a uma tecnologia claramente superior que poderia nos ajudar a resolver vários problemas envolvendo as diversas condições de nosso planeta e civilização.

Para o capitão Uyrangê, a Operação Prato deveria continuar coletando material sobre essa presença alienígena. Mas é possível que o governo tenha passado a realizar outras operações para estudar esses fenômenos em caráter ultra-secreto. As conclusões poderiam ser tão inauditas que, pelo menos a princípio, deveriam ser mantidas a salvo do conhecimento do público. Porém, ficava claro que não havia o menor indício de hostilidade - perceba a objetividade e o “pé no chão” do capitão em suas conclusões pessoais. As pessoas acreditavam que “aquelas coisas” estavam atacando, porém parecia que estariam realizando procedimentos que visavam proteger tanto a eles quanto a nós caso ocorresse um contato mais direto. Tal como fazemos com os índios, para contata-los diretamente é necessários que tomemos uma série de medidas para evitar que eles peguem doenças de nós como o resfriado, sarampo, etc., pois os índios não teriam anticorpos em seus organismos capazes de enfrentar tais doenças. Os ÓVNIs estariam retirando pequenas amostras de sangue das pessoas para poder analisar e verificar quais os riscos de um contato mais direto – sem dúvida essa é uma das hipóteses mais objetiva e coerente que se ouve dentro do universo ufológico.

Como o capitão Uyrangê é uma pessoa responsável e consciente de seu papel, ele acatou e não questionou a ordem de término na Operação Prato. Tanto isso é verdade que ele teria encerrado sua carreira militar de 36 anos como coronel. Porém, depois que a Operação Prato havia terminado, ele relatou que teria passado por mais algumas experiências que poderiam ter alguma ligação com a presença alienígena no nosso planeta. Entre algumas experiências, a que mais sugere isso é um incidente que ele teria passado numa certa noite em sua casa (dentro de uma Vila Militar). Em uma certa noite, por volta da meia-noite, ele já estaria deitado com sua esposa ao lado dormindo na cama. De repente, uma luz surgiu dentro do quarto seguido de um ruído parecido com um estalo. Naquele momento ele percebeu uma criatura lhe segurando. Era estranho, pois parecia que havia alguém atrás dele lhe abraçando. Foi então que ele teria visto um outro ser que teria uma altura próxima de 1,5 metros e estava vestido com uma roupa semelhante à de astronauta. Como a roupa cobria todo o corpo, não foi possível ver detalhes deste ser, porém ele pode observar que, aparentemente, este ser teria a cor cinza. Ele teve a impressão que o ser que estaria atrás lhe havia sussurrado algo como “Não se preocupe, não temos intenção de lhe causar qualquer mal...”, porém o capitão não teria tanta certeza se isso foi real ou um sonho. Um detalhe interessante é que a voz que ele teria ouvido parecia ser metalizada – como o som de transmissões computadorizadas. Logo após isso, ele ouviu de novo o ruído semelhante a um estalo e os dois seres sumiram como a luz também. Tudo havia voltado ao normal.

Encerramos aqui a Operação Prato que é, sem dúvida, um dos principais acontecimentos ufológicos de nosso país. Infelizmente o coronel reformado Uyrangê Bolívar Soares Nogueira de Hollanda Lima veio a falecer pouco depois de tornar pública suas experiências ufológicas através do programa Fantástico da rede Globo e em uma entrevista para a revista Ufo que foi publicada dividida em duas edições (54 e 55). Não há como não suspeitar dessa coincidência...mas apesar de não haver qualquer evidência concreta, são essas coincidências que nos fazem pensar que há um preço muito caro a ser pago por quem ousar “sair da linha” com relação à política de acobertamento das autoridades na questão da presença alienígena em nosso planeta. Mas é importante resaltar que os ufólogos Marco Antonio Petit e Ademar Gevaerd (editor da revista Ufo) já declararam publicamente que foi um suicídio e não há o menor indício de ter sido uma reação direta ao testemunho público do coronel Uyrangê.

Fonte: Reinaldo Stabolito webmaster PAINEL OVNI.

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